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Uma caminhada diária para preservar a memória

É um estudo da Universidade de Melbourne, na Austrália. A equipa da neurologista Cassandra Szoeke, diretora do Women’s Healthy Ageing Project estudou comportamentos de 367 mulheres ao longo de duas décadas. Concluiu que, chegadas a idades na ordem dos 60/70 anos, as que sempre desenvolveram a prática de uma caminhada diária estão menos expostas ao risco de perda de memória.
A pesquisa foi iniciada em 1992, incidindo sobre mulheres que tinham então idade entre os 45 e os 55 anos.
Cassandra Szoeka explica que o estudo revela, de modo linear, a importância da frequência na prática de exercício:

quem só se mexe uma vez por semana tem memória menos boa do que quem se movimenta diariamente.

A investigadora acrescenta que o estudo favorece a ideia de a prática diária de exercício ter sobre a cognição um efeito positivo relevante superior ao que produz sobre o peso e o colesterol. Adverte, no entanto: “Para um envelhecimento com qualidade é preciso começar cedo a mexer-se, não pode ser despertar aos 70 para a atividade física”.
Estudos anteriores já tinham demonstrado que a prática regular de exercício atenua a progressão do declínio cognitivo.

Os participantes foram distribuídos por um de quatro grupos fixos, e submetidos a diferentes regimes de exercício:

O primeiro grupo seguiu a prescrição do Diabetes Prevention Program (DPP) que prevê a perda de sete por cento do peso corporal em seis meses. Esta prescrição assenta na prática semanal de 12 quilómetros de caminhada em passo rápido e um regime alimentar de dieta com baixas calorias.

O segundo grupo praticou o mesmo regime de caminhada mas sem a dieta.

O terceiro grupo também não seguiu a dieta mas fez a caminhada rápida em maior distância, 18,5 quilómetros por semana.

O quarto grupo seguiu a prescrição aplicada ao terceiro, mas com os 18,5 quilómetros por semana percorridos em jogging vigoroso em vez da caminhada rápida.

Ficou apurado que o primeiro grupo (12 quilómetros de caminhada rápida e dieta baixa em calorias) conseguiu o melhor progresso, com melhoria de 9% nos níveis de glicose, enquanto o grupo do jogging vigoroso apenas beneficiou 2%.

O líder da equipa de investigadores, William Kraus, explica que o exercício de intensidade moderada queima gordura nos músculos, aliviando assim a captação de glicose pelos músculos, o que é relevante por os músculos serem o principal armazenador de glicose após cada refeição.

Fonte para esta notícia:

artigo publicado no Diabetologia em 15 de julho de 2016

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